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quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011


Esta volta à escola fez me regressar no tempo e olhar com mais atenção para o mesmo.
Afinal de contas, a minha filhota já tem 15 anos e parece que ainda ontem andava com ela ao colo, ou regressava a casa do hospital, cheia de medos e receio do que iria encontrar...
Um dia sem duvida marcante, não só a evidência do meu amor por ela, mas também o amor que o meu Pai me transmitiu ao nos receber com um abraço...
Este trabalho tem me feito repensar no meu dia a dia, uma correria sem fim, que no entanto não os trava no tempo e hoje com os meus filhotes, vejo que crescem e crescem e pouco aproveitei desse mesmo tempo que teima em fugir...
Embora sempre presente mesmo assim não foi o suficiente, deixei escapar os pequenos gestos, aquele sorriso espontâneo de cada criança, aquelas palavras genuínas que saem na hora errada...
hoje, me pergunto, de que adianta tanto correr se o mais importante me escapa pelos dedos... o tempo de ver os meus filhos crescerem...

as palavras da minha filhota

“Perguntaram me: De que é que tens medo?
Eu respondi que era perder as pessoas que mais amo,
tudo mudou quando o meu avô faleceu, foi um pai para mim,
sem ele hoje não sabia o que é um Pai, tudo o que um Pai dá,
ter um Pai que sentisse orgulho de mim.
Senão fosse o meu Avô,
eu hoje não seria a mesma pessoa,
a pessoa que me orgulho de ser.
Agora, eu respondo:
Que o que tenho mais medo,
é de não dizer tudo o que sinto enquanto tenho tempo.
Amo-te Avô!